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[Resenha] Para Sempre

21 de março de 2014
Para Sempre
Kim e Krickitt Carpenter
Novo Conceito, 2012
143 páginas

SINOPSE:
A vida que Kim e Krickitt Carpenter conheciam mudou completamente no dia 24 de novembro de 1993, dois meses após o seu casamento, quando a traseira do seu carro foi atingida por uma caminhonete que transitava em alta velocidade. Um ferimento sério na cabeça deixou Krickitt em coma por várias semanas. Quando finalmente despertou, parte da sua memória estava comprometida e ela não conseguia se lembrar de seu marido. Ela não fazia a menor ideia de quem ele era. Essencialmente, a "Krickitt" com quem Kim havia se casado morreu no acidente, e naquele momento ele precisava reconquistar a mulher que amava.

Há um tempo atrás, recomendei aqui no blog o filme Para Sempre e até cheguei a comentar que queria ler o livro e que já até o tinha comprado. Pois bem, finalmente o li. Na verdade li muitos livros nas últimas semanas e quero postar a resenha de cada um deles. 

O livro difere e muito do filme, o que eu já imaginava, pois é difícil encontrar um filme adaptado que seja fiel a obra. Mas vale muito a pena lê-lo. Ele é narrado em primeira pessoa pelo próprio Kim Carpenter e ele conta que conheceu Krickitt em meio a uma compra telefônica de blusões para o time de beisebol no qual ele era treinador. Ela era a atendente e morava em uma cidade totalmente oposta à de Kim e eles acabaram trocando seus contatos pessoais e depois de muito conversarem por telefone, pois na época não existiam as redes sociais, eles resolveram se conhecer pessoalmente.

Krickitt é uma mulher que tem muita fé em Deus e pediu a Ele orientações sobre seu relacionamento com Kim. E logo eles passam a se ver com mais frequência, em pouco tempo se casaram em uma linda cerimônia e viviam felizes. Mas o que faz dessa história de amor ser tão linda, não é o fato de estar tudo ocorrendo às mil maravilhas. Porque, dois meses após o casamento, o casal sofre um acidente em que Krickitt fica em coma e com graves sequelas. 

Kim também tem alguns ferimentos, como algumas costelas quebradas e estilhaços de vidro dentro da pele das costas, mas sua preocupação naquele momento estava centrada na sua amada esposa. Depois de acordar do com, Krickitt não se lembrava de ser casada com Kim, pior ainda, não lembrava sequer de tê-lo conhecido. Qualquer homem desistiria de sua amada. Mas ele persistiu, manteve-se ao lado de Kim nos momentos mais difíceis e mesmo ela o tratando com indiferença.

Ele pensou em desistir várias e várias vezes, mas prosseguiu por seu amor a Kim. Acontecem muitos conflitos entre eles, mas quando Kim finalmente decide iniciar uma terapia, as coisas começam a mudar para eles. O psicólogo diz para Krickitt que acredita que ela não se lembra de ter conhecido, namorado e casado com Kim, somente a partir daí eles começam a ter uma nova chance. 

Por conta do acidente, ela teve alguns danos cerebrais, e todas as pessoas afirmavam que ela era casada com Kim, mas ninguém nunca disse claramente a ela que ela não se lembrava por conta do acidente. Além disso, após o acidente Kim a tratava como seu treinador e pai, pois ele queria vê-la com o mesmo vigor físico de quando se conheceram, e isso também atrapalhou a relação deles. Kim não a tratava como amigo, companheiro e marido, e isso deixava Krickitt confusa e zangada. Depois que ele passa a trata-la diferente, eles começam finalmente a se entender e casam novamente em uma cerimônia mais linda que a primeira. 

O livro fala, de um modo geral, sobre vida de casal. Viver com uma outra pessoa é difícil. E hoje em dia o casamento perdeu o seu valor. Quando um casal tem um problema, logo eles encontram a solução: o divórcio. E na maioria das vezes o problema é gerado porque nenhum quer ceder, abrir mão de algo pelo seu companheiro. Faça como Kim, reconquiste o amor de sua vida, não abandone simplesmente seus votos de “até que a morte nos separe”.


[Resenha] Boca do Inferno

10 de março de 2014


















Boca do Inferno
Ana Miranda
Companhia de Bolso, 2006 
303 páginas

No romance Boca do Inferno Ana Miranda faz uso da ficção e da História para mostrar o panorama histórico, político e religioso da Bahia do século XVII, apontando as principais características do Barroco Brasileiro e traçando um perfil bibliográfico do principal autor deste período literário, Gregório de Matos. Ao longo da leitura podemos observar a forte influência de Portugal no contexto social, político, histórico, religioso e cultural que o Brasil sofreu na época em que era colônia portuguesa, e que até hoje reflete em nossa sociedade.

RESENHA
A História ocorre em volta do assassinato de Francisco de Teles, alcaide-mor da cidade em que um grupo de conspiradores armam uma emboscada, na qual arrancam a mão direita de Francisco de Teles de Menezes e logo em seguida, Antonio de Brito, um dos conspiradores, corta a garganta do alcaide. Os conspiradores refugiam-se no Colégio dos Jesuítas.
Antonio de Souza, governador da Bahia conhecido como Braço de Prata, é avisado do crime e inicia uma perseguição contra todos os envolvidos. Os homens do Braço de Prata invadem o Colégio dos Jesuítas e prendem todos os que lá se refugiavam, incluindo Antonio de Brito, que é torturado e acaba por delatar todos os envolvidos no crime. Padre Antonio Vieira também será perseguido, entretanto por pertencer à Igreja e por sua influência religiosa não é preso. Seu irmão, Bernardo Ravasco, é perseguido, preso e destituído do cargo de Secretário de Estado, tendo seus escritos e algumas sátiras de Gregório confiscados pelo governador.
Antes de sua prisão, Bernardo Ravasco havia solicitado a Maria Berco, dama de companhia de sua filha Bernardina Ravasco, que desse um fim à uma trouxa de panos que continha a mão do alcaide, pedindo que a jogasse em um local que ninguém pudesse encontrar. Curiosa, Maria Berco acaba por abrir a trouxa, mesmo tendo recebido instruções para não o fazer, e vê dentro dela a mão do alcaide e em um dos dedos um valioso anel. Ela cai em tentação e acaba pegando para si o anel e quando descoberta é presa. Gregório, após a prisão de Bernardo Ravasco, torna-se responsável por proteger Bernardina Ravasco. Diante de inúmeros acontecimentos ele apaixona-se por Maria Berco.
Rocha Pita é nomeado desembargador para investigar o crime do alcaide. Por ser mais conveniente para os políticos, são soltos todos os envolvidos no crime, exceto Maria Berco. Gregório procura a todo custo libertá-la, mas para isso é necessário que o marido, João Berco, pague uma fiança no valor de 600 mil réis. Gregório o procura e o convence de assinar os papeis para libertar Maria Berco. O avarento João Berco afirma não ter tal quantia, assim Gregório assume a responsabilidade pelo valor da fiança. No dia do julgamento, João Berco é assassinado. Gregório, com muita dificuldade, consegue libertar Maria Berco. Pouco depois o governador, Antonio de Souza é destituído de seu cargo.
O poeta Gregório de matos tinha fama de canalha e indecoroso, ele próprio se dizia de mal caráter: “Não posso votar a Deus o que me é impossível cumprir pela fragilidade de meu caráter.” (MIRANDA, 2006, p.211). Escrevia sátiras nas quais fazia críticas mordazes aos políticos e a alguns padres. Utilizava suas sátiras como uma forma de protesto.
Mostrava-se contraditório, pois dizia pedir a Deus que o mundo se tornasse justo, mas dormia com prostitutas e seus pensamentos eram profanos. Era contraditório também com relação às mulheres, ora sentia ódio por elas, ora sentia amor. Ele dizia procurar uma mulher para casar, mas fornicava com todas as mulheres que por ele se deixavam seduzir e ainda descrevia publicamente o que ocorria e com quem.
Gregório não se mostrava arrependido por seu comportamento indecoroso, para ele aquela época era de vícios, e considerava os vícios como virtudes. O poeta é o retrato do homem barroco, homem este considerado dual, pois tinha duas concepções de mundo, uma religiosa e outra pecaminosa. Por seu comportamento desmedido de pudor e por suas poesias e sátiras, Gregório fora apelidado de Boca do Inferno, mas no romance a autora Ana Miranda o defende, afirmando que Boca do Inferno não era o poeta, mas a cidade da Bahia.

CRÍTICA
Ao longo da leitura observamos que o homem daquela época estava dividido entre manter-se dentro dos costumes da Igreja Católica e satisfazer os seus prazeres carnais. O perfil do barroco brasileiro revela-se a partir das atitudes e comportamentos das pessoas que viveram àquela época. Os autores do barroco viveram em uma época em que a religiosidade e a virtude davam lugar para a corrupção, e para atitudes e comportamentos extravagantes, e profanos. Era por meio da literatura que criticavam tais atos.
O romance Boca do Inferno é rico, pois a autora descreve de forma sucinta e clara o cenário, os personagens e acontecimento, o que nos faz adentrar na história e perceber o quanto podemos aprender sobre a História do Brasil, na época em que era colônia de Portugal, por meio da literatura. Contudo, o livro é cheio de palavras e expressões advindas do português arcaico e outras não mais utilizadas, o que dificulta a compreensão.  Apesar disso, a obra contribui de forma significativa para uma melhor compreensão do Barroco Brasileiro e através dela pode-se traçar também um panorama histórico, político e econômico do Brasil do século XVII. 

Resenha: Cinquenta tons de cinza

19 de janeiro de 2014
SÍNTESE: Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja — mas em seus próprios termos.Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso — os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família —, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...
Anastasia Steele, uma estudante de 21 anos prestes a se formar em Literatura, é uma moça  inteligente, bonita, de personalidade forte e que ao mesmo tempo consegue ser desastrada e atrapalhada e com um sério problema, não se julga atraente, mesmo tendo inúmeros homens que tentam a todo custo conquistá-la. 
Ás vezes me pergunto se existe algo de errado comigo. Talvez eu gaste tempo demais na companhia de meus heróis românticos literários, e consequentemente meus ideais e expectativas são extremamente altos.
Ela conhece Christian quando entrevista-o para o jornal da faculdade no lugar de sua amiga, Katherine Kavanagh que não pode ir por estar doente. Anastasia encanta-se por Christian Grey, um empresário magnata de 28 anos, sedutor, misterioso e extremamente apaixonante. 
Nenhum homem jamais me afetou desse modo como Christian Grey o fez, e eu não posso entender o porquê.
Depois deste primeiro "encontro" entre eles, Christian sempre aparece misteriosamente nos lugares onde ela está, chegando a salvá-la de uma das investidas de José, amigo dela, enquanto ela estava bêbada. Mas Christian não se trata de nenhum herói romântico.
Ao contrário do que ela desejava, ao invés de corações e flores, ele lhe faz uma proposta tentadora. Ana deve tornar-se submissa de Christian em uma relação BDSM. 

Todo o restante do livro se passa nos ajustes do contrato e nas indecisões de Ana em saber se aceita ou não a proposta dele. Além de muitas cenas de sexo explícitas. Apesar de Christian ser um louco dominador, ele se apaixona perdidamente por Anastasia, mas não consegue ver isso.
Nunca havia dormido com ninguém. Nunca havia tido relações sexuais na minha cama, nunca havia levado uma garota ao Charlie Tango e nunca havia apresentado uma mulher a minha mãe. O que está acontecendo comigo?
Confesso que nunca tinha lido nenhum romance erótico antes de Cinquenta tons de cinza. Comprei-o por curiosidade, porque li que era um fanfiction da saga crepúsculo, que apesar de não ter lido os livros, me considero fã. Li muitas resenhas e entrevistas da autora E. L. James e ainda tinha certo receio em comprar o livro, mas depois do sucesso resolvi me arriscar.
Ao ler o romance você percebe muitas características da saga Crepúsculo, os lugares, os personagens. Por exemplo, Anastasia, assim como bela, é sem-graça. Christian, assim com Edward tem um mistério em sua vida. 

Você percebe que o foco da autora foi a relação BDSM. Apesar de sexo, sexo e mais sexo, o livro tem uma boa história que nos deixa curiosos para saber o que há detrás do Christian Grey dominador.

Cinquenta tons de Cinza me surpreendeu muito, por tantas razões que já até comprei os demais livros da série. Entre tantos motivos, amo Cinquenta Tons de Cinza porque realmente dá vontade de ler. Você sente vontade de saber o que vai acontecer que quando se dá conta já está quase terminando o livro. Como diz na própria capa, é uma leitura viciante. 

O amor Cego

24 de setembro de 2013
"Nunca devemos julgar as pessoas que amamos. O amor que não é cego, não é amor."
Honoré de Balzac
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É típico do ser humano tentar explicar o que é o amor. Para mim, o amor é inexplicável, é um sentimento que não se pode descrever com palavras, apenas senti-lo. As pessoas costumam julgar nossos sentimentos, julgar se realmente estamos com certa pessoa por amor ou interesse. O amor não é um réu sentado em um banco de um tribunal. 
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